
A disparada nos reajustes dos preços dos combustíveis nos postos de abastecimento da Bahia, ultrapassado em 24h a marca dos R$ 7,00, continua provocando reclamações e insatisfações por parte dos motoristas. Questionada pelo Portal A Tarde, a Acelen, gestora da Refinaria de Mataripe, explicou que sua fórmula é transparente e baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI).
Segundo a refinaria, o repasse imediato das variações do petróleo e do câmbio é o que garante que não haverá desabastecimento na Bahia.
Sobre a utilização de petróleo nacional, a empresa foi enfática: mesmo o óleo extraído no Brasil é precificado com base nas cotações globais, pois poderia ser exportado.
Cade deve investigar o aumento
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, encaminhou nesta terça-feira (10) um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis que foram registrados em postos na Bahia, no Rio Grande do Norte, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
O pedido foi encaminhado após representantes de sindicatos reclamarem que distribuidoras desses quatro estados brasileiros e do Distrito Federal estavam elevando os preços de venda dos combustíveis, embora a Petrobras não tenha anunciado aumento nos preços praticados em suas refinarias. Esse aumento, disseram os sindicalistas, estaria sendo justificado pela alta no preço internacional do petróleo, associado aos ataques que vem ocorrendo no Oriente Médio.
Por meio de nota divulgada em suas redes sociais, o SindCombustíveis da Bahia disse que está preocupado com os efeitos do cenário internacional sobre o mercado de combustíveis no estado. “O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado as cotações do petróleo no mercado internacional e já provoca reflexos no Brasil”, escreveu.


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