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06/06/2026

Conselho Federal de Medicina vai usar IA para identificar falsos médicos, empresas de fachada e outras irregularidades

O CFM (Conselho Federal de Medicina) lançará na próxima terça-feira (9) uma plataforma de inteligência artificial destinada a identificar falsos médicos, empresas de fachada e outras irregularidades na área da saúde. Segundo a entidade, o sistema cruzará informações de diferentes bases de dados para orientar ações de fiscalização dos conselhos regionais de medicina em todo o país.

Batizada de Módulo de Inteligência da Plataforma de Fiscalização, a ferramenta reúne dados de registros profissionais, cadastros empresariais, Receita Federal e redes sociais. De acordo com o CFM, a tecnologia permitirá localizar indícios de exercício ilegal da medicina, monitorar possíveis infrações às regras de publicidade médica e auxiliar investigações conduzidas pelos conselhos regionais.

A proposta é ampliar a capacidade de fiscalização por meio da análise automatizada de grandes volumes de informações. Em vez de depender exclusivamente de denúncias, os conselhos passarão a receber alertas produzidos pelo sistema a partir do cruzamento de dados e da identificação de padrões considerados de risco.

A plataforma utiliza recursos de inteligência artificial generativa e análise preditiva para apontar situações que possam demandar apuração. Entre as aplicações previstas estão a identificação de pessoas que se apresentam como médicas sem possuir registro profissional válido e o rastreamento de empresas com indícios de atuação irregular na área da saúde.

A ferramenta também será usada para monitorar conteúdos publicados na internet e identificar possíveis violações das normas de publicidade médica. Relatórios produzidos pelo sistema deverão servir de base para inspeções e outras ações de fiscalização conduzidas pelos conselhos regionais.

De acordo com o conselho, a nova plataforma poderá elevar em até 30% a produtividade das ações fiscalizatórias. O sistema será apresentado na terça pelo presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, e pelo diretor do Departamento de Inteligência Artificial do órgão, Jeancarlo Cavalcante, em Brasília.

*Por Bruno Lucca / Folhapress

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