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20/08/2026

Doze pessoas são presas em operação contra suspeitos de integrar facção BDM na Bahia; Justiça bloqueou R$ 49,6 milhões

Doze pessoas foram presas durante uma operação da Polícia Civil da Bahia, nesta quinta-feira (20), contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação, batizada de Operação Véu de Areia, acontece em Salvador e em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pará. 

A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 49,6 milhões e a indisponibilidade de bens e valores de pessoas investigadas. A TV Bahia apurou que a facção investigada é o Bonde do Maluco (BDM), grupo criminoso com atuação em diferentes regiões da Bahia.

Na Bahia, foram realizadas nove prisões, sendo oito em Salvador e uma em Cruz das Almas. Em São Paulo, foram cumpridos outros três mandados de prisão preventiva, nos municípios de Taboão da Serra, Praia Grande e na capital, no bairro de Paraisópolis.

Entre os presos na Bahia, sete estavam em liberdade e outros dois já se encontravam no sistema prisional, onde tiveram as ordens judiciais cumpridas. Em Salvador, as prisões e os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros do Arenoso, Fazenda Grande do Retiro e Cabula VI.

Também foi aplicada medida cautelar diversa da prisão no município de Milagres, determinando que o investigado compareça periodicamente à Justiça para prestar esclarecimentos, conforme decisão judicial. Entre os presos está Renata Rodrigues de Souza, encontrada no bairro do Arenoso, em Salvador. Ela é esposa de Cleber Santos da Silva, conhecido como “Keu”, preso em 2023, em São Paulo.

Suspeito de tráfico de drogas e de envolvimento em homicídios, Keu era, na época, o homem mais procurado pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) em toda a Bahia. Segundo as apurações, Renata Rodrigues atuava como elo entre o marido e a movimentação de recursos vinculados à organização criminosa.

Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta que o grupo mantém atuação em bairros de Salvador e possui uma estrutura organizada, com pessoas responsáveis por diferentes funções. As apurações também identificaram conexões com outros estados.

Dinheiro teria sido movimentado para esconder origem

De acordo com os investigadores, integrantes do grupo teriam usado pessoas, empresas e contas bancárias para movimentar e esconder dinheiro. A polícia identificou transferências entre diferentes contas, circulação rápida de valores e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados pelos investigados. Essas transações são analisadas como possíveis indícios de lavagem de dinheiro.

A investigação também aponta que uma das lideranças do grupo, mesmo presa, teria continuado a exercer influência sobre a organização. Segundo a polícia, há indícios de que essa pessoa mantinha contato e articulava ações com integrantes e pessoas de confiança.

As ações acontecem de forma simultânea na Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pará. A operação reúne policiais civis dos cinco estados. Segundo a Polícia Civil, o objetivo é atingir não apenas as pessoas investigadas, mas também o dinheiro e o patrimônio ligados ao grupo, além de reunir novas provas sobre a participação de cada suspeito. 

A operação é coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), dentro de uma rede nacional de combate a organizações criminosas.

Participam ainda equipes especializadas em investigação de tráfico de drogas, homicídios, inteligência,  crimes contra grupos vulneráveis, operações especiais e agentes do sistema penitenciário.

As informações são do G1

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