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Ministro Flávio Dino desafia André Mendonça e reconduz Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF

O mini stro Flávio Dino , do Supremo Tr ibunal Federal (STF), desafiou o colega de corte, André Mendonça, e determinou, nesta quarta-feira (...

09/09/2026

Ministro Flávio Dino desafia André Mendonça e reconduz Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), desafiou o colega de corte, André Mendonça, e determinou, nesta quarta-feira (09/09), a volta de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF).

Além da recondução de Rodrigues, Dino determinou também o retorno de Leandro Almada da Costa ao cargo de diretor de Inteligência Policial da corporação — o afastamento dele também havia sido determinado por André Mendonça.

Além da reintegração, a nova liminar de Flávio Dino proíbe expressamente a imposição de novas medidas cautelares pessoais contra os dois policiais fundadas no cumprimento regular de suas atribuições ou de ordens judiciais.

Partido Novo seria ilegítimo para ingressar com ação

Em sua fundamentação, Flávio Dino apontou a “existência de vício formal insanável” na decisão da PET 16.662, salientando que o pedido de afastamento cautelar dos delegados partiu do Partido Novo.

O relator frisou que o Código de Processo Penal (CPP) estabelece uma lista estrita de sujeitos legitimados e não confere a partidos políticos o direito de requerer medidas cautelares pessoais em investigações penais. 

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“É, contudo, de clareza solar que os partidos políticos não são partes no processo penal, submetido aos trilhos da legalidade estrita, incompatíveis com interpretações analógicas ou extensivas destinadas à ampliação do rol de legitimados”, afirmou Dino.

Análise do contexto político-eleitoral

Dino sublinhou que a atuação do Partido Novo é ainda mais problemática devido ao contexto político-eleitoral, lembrando que a legenda possui candidatura própria à Presidência da República com o ex-governador Romeu Zema.

Para o ministro, embora os projetos partidários sejam legítimos em sua esfera própria, a arena penal não pode ter suas regras de legalidade estrita manipuladas por interesses de disputa política.

André Mendonça não seria competente para tomar decisão de forma monocrática

A decisão de Flávio Dino também destaca a falta de competência monocrática para paralisar investigações ou afastar dirigentes no caso concreto.

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