
A disputa pelo Governo da Bahia nas eleições 2026, poderá ser descrita, sobretudo por quem entende do jogo e acompanha os bastidores da política como uma guerra declarada, não apenas entre Governo e oposição, Jerônimo (PT) e ACM Neto (UB), mas especialmente entre dois ex-aliados, agora inimigos declarados: Rui Costa (PT) e Zé Cocá (PP).
Numa política de réplica e tréplica, a rusga entre Rui e Zé é explorada a cada dia pela mídia, e enquanto a população baiana observa com a apreensão a guerra de narrativas entre um ministro e um prefeito, há um grupo que comemora: ACM Neto (UB), Bruno Reis (UB), João Roma (UB), Angelo Coronel (Republicanos), Cacá Leão (PP) e outros integrantes da oposição, que até pouco tempo não sabiam quem seria o vice da chapa e, hoje, além estarem comemorando a decisão de Cocá, que vai renunciar ao cargo de chefe do Executivo de uma das mais importantes cidades do interior baiano para integrar a chapa liderada por ACM estão assistindo uma guerra que só expõe os próprios protagonistas.
Classificado pela manhã como traidor, por Rui, em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, Zé reagiu ao falar para um site da capital chamou o ministro de arrogante.
”Acho que o ministro, de fato, precisava parar, avaliar, que está ficando ridículo para ele. O cara que é ministro, foi governador da Bahia e fala tanta besteira. Falou há três dias que era página virada e que eu não tinha expressão política nenhuma. Então, para que essa preocupação? Para que falar o nome Zé Cocá de manhã, de tarde e de noite? Esquece Zé Cocá e vamos trabalhar”, provocou o gestor.
*Por Marcos Frahm


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