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| Foto: Polícia Federal |
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Chancelas, que apura um suposto esquema de fraudes em registros imobiliários e grilagem de áreas pertencentes à União no município de Maraú e em outras cidades do baixo sul da Bahia.
Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Maraú, Camamu e Cairu. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal e visam a coleta de documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.
De acordo com a Polícia Federal, o inquérito foi instaurado após denúncias apontarem irregularidades em registros imobiliários envolvendo terrenos de marinha e áreas acrescidas, que integram o patrimônio da União e são administrados pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
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| Foto: Divulgação |
As investigações indicam que essas áreas estariam sendo registradas indevidamente como propriedades particulares por meio de procedimentos considerados fraudulentos em cartórios de registro de imóveis.
Entre as irregularidades identificadas estão a utilização de georreferenciamentos supostamente irregulares, a omissão da titularidade da União nos registros e a realização de sucessivos desmembramentos de imóveis, mecanismos que teriam sido empregados para dar aparência de legalidade às transações.
A PF e o MPF seguem analisando o material apreendido para identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio público.
Conforme os investigadores, essas práticas teriam sido utilizadas para ampliar artificialmente a extensão das áreas e dar aparência de legalidade à ocupação e à exploração econômica de terras públicas.
Ainda de acordo com a investigação, os registros considerados fraudulentos permitiram a comercialização de áreas pertencentes à União, inclusive em regiões litorâneas e espaços de uso comum da população, causando prejuízos ao patrimônio público federal.




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